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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

SEM TEMOR


Valnice Milhomens, Ap

 TEXTO CHAVE – Salmo 23:4 “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam.”

Não podemos dizer que o temor ou medo seja algo totalmente negativo. Ensinamos nossos filhos quando são pequenos a terem certo temor: “Se você tocar no forno quente, vai se queimar;” “se atravessar a rua sem cuidado, poderá ser atropelado...” A Bíblia declara: “Temei a Yahweh.” Jesus diz: “temei o que pode destruir o corpo e a alma e lançá-la no inferno.”

Há algo acerca da morte que todos tememos. É o medo do desconhecido,. A morte é muito interessante. Iremos encontrá-la uma única vez e nada sabemos dela até que a encontremos. Todos nós enfrentaremos a morte; todavia nem todos precisam ter medo dela.

Alguns, é claro, devem ter medo. Se você não anda nos caminhos de Deus faz bem ter medo da morte. Mas com Deus você pode levantar um pôster com os dizeres: “O bom pastor me diz como não temer a morte.”

Qualquer dia desses você vai se encontrar com a eternidade. Este versículo nos ensina a encará-la sem temor.

NÃO TEMA O PODER DA MORTE “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum”(Sl. 23:4). Há um vale da sombra da morte em Israel, no caminho de Jericó. Esse vale é tão profundo e íngreme que a maior parte do tempo está em trevas. Davi compara aquele vale com a morte. Não há dúvida que ele o atravessava. Nunca ocorreu a você que somos o único ser, organismo, criatura no mundo que sabe que vai morrer? Germes não sabem que vão morrer; animais não o sabem que vão morrer, plantas não sabem que vão morrer... A morte não é uma questão de se, mas quando.

Davi fala de uma experiência que todo pastor conhecia. No fim do verão o pastor toma as ovelhas e as leva pelo vale. Por que levar as ovelhas pelo vale? Porque é o único modo de chegar às alturas mais elevadas. Coloque isto no seu coração: Antes do topo da montanha há um vale. Por isso Davi diz: “Ainda que eu ande pelo vale,” porque o caminho para o topo da montanha passa pelo vale. Lá há alimento, água, sombra e capim verde.

Outra coisa importante a guardar: A viagem pelo vale é sempre temporária. Algumas vezes leva alguns dias, ou semanas. Ele não corre no vale, nem do vale, não há medo, nem tremor. Ele não está com pressa. O vale não é um beco sem saída. Ele pode andar nesse vale. Ele sabe algo: É um túnel com duas saídas. Tem uma entrada e tem uma saída. A realidade é que você está agora no vale da sombra da morte. No próximo segundo você pode cair morto.

(Ontem mesmo fui surpreendida com uma notícia. A mãe de uma discípula, com apenas 45 anos, sentiu na noite anterior uma dor no estômago. O esposo e a filha foram com ela ao hospital. Em vinte minutos estava morta. Um infarto fulminante interrompeu sua vida na terra. Todos estamos no vale. )

Neste segundo você está no vale. De fato, no momento em que você nasce entra no vale. Entrar no planeta Terra é entrar no vale da sombra da morte. Todos nascemos para depois morrer. Olhe o nome do vale. Não diz da morte. Diz “da sombra da morte.” Sombra é uma imagem sem qualquer substância. Você, como filho de Deus, não enfrenta a morte, mas a sombra. Você está enfrentando apenas a sombra, Não tenha medo do poder da morte.

 Como? ESTEJA CONSCIENTE DA PRESENÇA DE DEUS “Não temerei mal algum, porque tu estás comigo...” (Sl. 23:4) - TU estás comigo. Nos primeiros versos Davi fala na terceira pessoa. Mas no versículo 4 usa a segunda pessoa. Ele fala NÃO SOBRE o pastor, mas COM o pastor.

Davi sabia que a ovelha nunca vai pelo vale sozinha; nunca passa em lugares perigosos sozinha. A fim de se ter uma sombra, tem que se ter luz. Cada vez que há uma sombra, há luz. Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo...” Você já viu alguém com medo da sombra? É fácil perder o medo da sombra. Volte as costas à sombra e vire-se para a luz e tudo o que você vê é a luz, porque a sombra ficou para trás. Talvez você tenha ouvido novas de morte, de desespero. Todavia você está melhor no vale, com o Pastor, do que no topo da montanha, sem Deus.

“Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Isaías 43:2). Você não vai afundar, não vai se queimar. Você não tem nada a temer quando Jesus está próximo. “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 116:15). Preciosa. Quando um cristão morre, morre sempre no tempo de Deus, sob o Seu olhar. Nenhum cristão morre sozinho. O pastor nunca leva o rebanho a um lugar onde não tenha antes estado.

Registre em seu coração: Quando Jesus saiu daquele túmulo, a morte tornou-se apenas uma sombra. ASSEGURE-SE DEFINITIVAMENTE DA PROTEÇÃO DO PASTOR “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam” (Salmo 23:4). Ele sabia que o pastor cuidaria dele.

Também tinha dois instrumentos: • Uma vara de 3 pés, com ponta de metal. Poderia matar um urso ou leão. • Um cajado, com o qual dirigia a ovelha. • Com a vara, guardava a ovelha; • Com o cajado, guiava a ovelha; • Com a vara protegia a ovelha; • Com o cajado a dirigia; Quando andavam por um caminho perigoso, tomava a vara para conservar a ovelha longe dele; ou quando caísse num buraco, restaurava à segurança. Nada mais confortador do que a visão da vara e do cajado. Ele se assegura de que atravessemos o vale com segurança. O grande Pastor tem conduzido muitas ovelhas pelo vale, e nunca perdeu uma ovelha. Se você caminha com Deus através da vida, Deus caminhará com você através da morte.

No ano 400 A.D. um dos maiores pregadores, chamado “boca de ouro,” foi levado ao imperador pagão, que disse: - “João, quero que você negue a Cristo, arrependa-se da fé nele e pare de pregar a Bíblia.” -“Não farei isso,” João respondeu. - “Você me deixa sem escolha. Vou bani-lo e apartá-lo de todas as pessoas,” insistiu o imperador. - João replicou: “Você não me pode banir;” - “Bem,vou matá-lo.” - Ele repicou: “Jesus disse quem crê nEle nunca morrerá.” - “Vou tirar todos os seus tesouros” - “Você não pode porque estão no céu.” - “Você não terá um único amigo.” - “Você não pode fazer isso. Meu amigo está no céu e sempre comigo” - “Você não tem medo?” - “Em meu coração não há temor e você nada pode fazer comigo.”

Se Deus, Yahweh, o Senhor do Universo, é Seu pastor e você sua ovelha, quer na morte, ou na vida,você não terá nenhum temor. A presença do doce Pastor é a garantia de que você poderá atravessar o vale em segurança e entrar nas mansões eternas para desfrutar do gozo de viver com Ele por toda a eternidade.


Juazeiro. 02.11.2010.




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia de Finados


1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

         O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?
         O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?
         Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?
         Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?
         Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?
         No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus:
que há consciência após a morte;
existe sofrimento e existe bem estar;
não existe comunicação de mortos com os vivos;
a situação dos mortos não permite mudança.

       Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?
         Sim.
Os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.
os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.
 
8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?
         Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.

Autor: Pr Natanael Rinaldi 
   

domingo, 21 de junho de 2009

Acharei Mot / Kedoshim



(Vayicrá (Levítico) 16:1 – 20:27)

Na nossa história, a mais sutil ligação de alguém com a Torá e seus princípios já é o bastante para que uma luz por menor que seja leve este indivíduo aos caminhos da teshuvá, o retorno aos princípios, ao primeiro amor, ao desejo de santificar-se para glorificar ao Eterno. E assim no decorrer do caminho deixar-se levar pelo Eterno tornando-se santo, separado.
Na segunda parte da porção desta semana, podemos ver claramente na Torá a instituição de várias mitsvot (mandamentos) a serem cumpridas, única exclusivamente para limpar, purificar, santificar, tornando-nos talmidim chacham (discípulos sábios).
Todos os dias, pessoalmente ou através dos meios de comunicação nos deparamos com tanta brutalidade, obscenidade, violência e injustiça, atributos e características de um mundo tipicamente idólatra e sem princípios e infelizmente muito dessa contaminação é absorvida por nós e é justamente por isso que o Eterno nos lembra enfaticamente “Eu sou o SENHOR vosso D-us.”, mesmo fora do tabernáculo.
Até o capítulo 18 vemos os cuidados e normas para lidarmos com o Tabernáculo, local da Shechiná, a Presença da Glória Divina. Mas interessantemente numa rápida transição a Bíblia passa a nos ensinar como devemos nos portar e quais devem ser nossas atitudes no nosso cotidiano, no dia-a-dia, ou seja, como sermos luz no mundo lá fora, onde devemos assumir o papel do Tabernáculo do Senhor, o Templo da Sua morada.
“Eu sou o SENHOR vosso Deus.” Lev 18:2
“Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos. Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o SENHOR vosso Deus.” Lev 18:3, 4
“A nudez da tua irmã, filha de teu pai, ou filha de tua mãe, nascida em casa, ou fora de casa, a sua nudez não descobrirás.” Lev 18:9
“A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai (ela é tua irmã), a sua nudez não descobrirás.” Lev 18:11
“A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás; pois ela é parenta de tua mãe. A nudez do irmão de teu pai não descobrirás; não te chegarás à sua mulher; ela é tua tia. A nudez de tua nora não descobrirás: ela é mulher de teu filho; não descobrirás a sua nudez.” Lev 18:13, 14, 15
“E da tua descendência não darás nenhum para fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o SENHOR.” Lev 18:21
“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é; Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é.” Lev 18:22,23
Segundo o Guia dos Perplexos , o cumprimento das mitsvot servem para inculcar no homem as atitudes corretas ou para eliminar algumas concepções errôneas, para estabelecer uma legislação justa ou para eliminar injustiças, para nos imbuir de virtudes exemplares ou para nos dissuadir de inclinações nocivas. O conjunto dos preceitos está, portanto ligado a três coisas: as opiniões, a moral e a prática dos deveres sociais, e visa fazer com que o homem possa alcançar a perfeição do corpo e da alma.₁
É notória a importância que a Torá dá à sabedoria e mais notória ainda que o tipo de sabedoria mais elevado é o que vem dos Seus princípios, melhor, a que brota do coração de D-us.
O Eterno deseja ardentemente nossa aproximação com Ele e quando falhamos, Ele anseia por nossa reaproximação. Precisamos entender neste caso, tanto a aproximação quanto a reaproximação como teshuvá, sendo que ela não é apenas um caminho de volta para quem pecou ou transgrediu a vontade divina, mas configura-se também como o caminho dos apaixonados que desejam estar a cada dia mais e mais próximos do Senhor. É isso que nos faz acertarmos em sermos santos, separados. Separados do pecado e separados para D-us.
D-us tem um cuidado tão especial com nossa integridade física e moral que logo após a morte dos filhos de Arão, o Eterno chama sua atenção para que não entre a todo instante no Tabernáculo. Apenas o cohen gadol (o sumo sacerdote) tinha permissão para entrar quando quisesse como no caso de Moisés que tinha livre acesso ao Santo dos Santos.
Mas porque logo após a morte dos filhos de Arão, ele é proibido de entrar quando quisesse no Tabernáculo? A resposta é bem simples, por ainda estar enlutado, com possíveis questionamentos em sua mente e em seu coração, D-us queria impedir que ele entrasse num local tão sagrado, puro e santo tendo em si algum resquício de mágoa ou rancor, ou mesmo tristeza o que influenciaria nos serviços que prestaria ao Senhor.
O sacerdote que oficiava no Tabernáculo tinha um encargo de responsabilidade muito grande que envolvia e comprometia toda a congregação de Israel.
Outra questão bastante intrigante e interessante desta parashá é o fato de que Acharê Mot (Depois da morte) que precede Kedoshim (Santos) devam ser estudadas juntas. Juntando os títulos que dão nome às duas porções temos: Depois da Morte, santos! É como se nos ensinando como nos portar e levando-nos a sermos diferentes dos povos das outras nações, o Eterno quisesse nos dizer: Quando as coisas deste mundo não fizerem mais tanto sentido para vós, santifiquem-se, ou depois que morrerem para as coisas deste mundo, tornem-se santos!

Sarah Ester
1. Guia dos Perplexos, Maimônides. A Prática dos Deveres Sociais, p. 52 Editora e Livraria Sefer
Fonte: hesedh

terça-feira, 16 de junho de 2009

Cheios do Espírito Santo

Atos 7:51-60
A Bíblia afirma que no final dos tempos o Senhor adornaria a sua noiva amada, para a grande festa das Bodas. Ele nos concedeu o Espírito Santo que habita em nós, nos capacitando a viver para a Sua glória. O Espírito Santo prometido quer te encher de Deus para você ser bênçãos nas mãos do Senhor: "mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra", At 1.8. Necessitamos de um revestimento do poder do Espírito para suportarmos as tentações e perseguições que enfrentamos e enfrentaremos neste tempo.A promessa de Poder (capacitação) se cumpre na vida daqueles que buscam. Sem Ele não podemos resistir. Vamos refletir sobre a vida de Estevão, que é apresentado na Palavra de Deus como sendo um "homem cheio do Espírito Santo", que com ousadia e coragem enfrentou o Sinédrio (uma espécie de tribunal judeu) e os poderosos que se levantaram contra a fé cristã, At 6:8-15; 7:1-60. Estevão tinha intimidade com Deus e vivia na completa dependência do Espírito. A primeira evidência de uma vida cheia do Espírito é o apego a Palavra de Deus At 7:51-53. Estevão expôs as Escrituras com tamanha clareza diante do Sinédrio que os principais sacerdotes ficaram boquiabertos com o conhecimento daquele simples homem. Ele afirmou que os sacerdotes rejeitaram as Escrituras e assassinaram os profetas por falta de entendimento e devido à resistência ao Espírito Santo, Vs. 51 a 53, "Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes". O Espírito capacitou Estevão a entender, discernir e transmitir a Palavra do Senhor. É pela Palavra que somos santificados: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade", Jo 17:17. Pessoas cheias do Espírito Santo se apegam à Palavra de Deus. Foi por esta razão que disseram os Apóstolos: "Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra", At 6:4. Muitas vezes, erramos porque desconhecemos as escrituras, como disse Jesus: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus", Mt 22:29. Quando nos dedicamos ao estudo da Bíblia, o Espírito Santo nos ensina e nos faz lembrar das palavras do Mestre: "mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito", Jo 14:26. Se guardarmos a PALAVRA no coração não pecaremos contra o Senhor, como diz o Salmo 119:11: "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti". Segundo os ensinos de Paulo, ser cheio do Espírito não é uma opção, mas um mandamento e uma necessidade. Algo que não podemos abrir mão. Mas todos que são cheios do Espírito Santo têm fome e sede da Palavra e não se apartam deste manancial de vida. Aprendamos, pois, com Estevão, que uma vida cheia do Espírito é uma vida vitoriosa mesmo diante da morte.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vaiac-hel



Vaiac-hel - E reuniu - Shemot / Êxodo 35:1


“ E reuniu Moshê toda a congregação dos filhos de Israel e disse-lhes: ... Não acendereis fogo em todas as vossas habitações no dia de sábado”.Na porção em que Moshê passa ao povo as coordenadas para a construção do Mishcan, somos lembrados mais uma vez de não acendermos fogo no Shabat em nenhuma de nossas habitações, o que inclui o nosso corpo como habitação do Eterno.O fogo, em hebraico “esh” pode muito bem representar as inclinações e impulsos típicos da natureza animalesca imbuída no homem, e estes impulsos podem ser materializados em forma de maledicência. Cada palavra que sai da nossa boca tem um poder criador e é como uma fonte geradora de energia, em outras palavras, são como fagulhas que podem tornar-se um incêndio incontrolável. Quando nos ocupamos da vida alheia, cometendo lashon hará, podemos estar trazendo à vida um poder destruidor e consumidor.Para evitarmos um incêndio provocado por nossas palavras, devemos antes pensar de que forma a maledicência pode comprometer nossa relação com D-us e como pode afetar a vida do nosso próximo. De acordo com o Zohar o destino do mundo inteiro é decorrente de nossas ações.“Sussurra meu coração palavras belas; ao rei dedico meu poema e que seja minha língua como a pena ágil de um sábio escrivão. Mais formoso és que todos os homens; tuas palavras são pronunciadas envoltas em graça, certamente uma bênção eterna te concedeu o Altíssimo." (Tehilim 45 : 2 e 3)“ Estas são as coisas que o Eterno ordenou : “Seis dias se fará trabalho, e no sétimo dia haverá para vós santidade, sábado de repouso ao Eterno”.” (Shemot 35:2)É a nossa kavaná, a intenção do nosso coração, o nosso desejo de zelar pela palavra do Eterno combinado com “shamor ve zachor” (lembrar e cumprir) que infunde kedushá (santidade) ao shabat.Ignorar e profanar uma mitsvá (mandamento), por mais simples que pareça, é como assinar um documento declarando nossa independência e superioridade em relação ao Eterno. Aquele que profana coisas sagradas (hamechalel et hacodashim) reduz o potencial inerente ao homem de consertar o mundo (tikun olam). Precisamos compreender que ao cumprirmos as mitsvot (mandamentos) e zelarmos da vontade e da palavra do Eterno nós alcançamos favor contra o nosso inimigo e seus empreendimentos e conseguimos o temor dos Céus (irat shamaim). A observância da Torah e o sentido de parceria e aliança com Adonai nos leva ao refinamento da nossa alma, à nossa cura física e espiritual, abre e renova a nossa mente e nos revigora, além de trazer o perfeito equilíbrio de nossos impulsos e desejos.O Talmud nos ensina que quando encontrarmos o yetzer hará (mau impulso) devemos arrastá-lo ao bet midrash (casa de estudos). É o compromisso e a aliança com a Torah que nos fortalece e nos ajuda a vencer e destruir os obstáculos á nossa frente, pois como nos ensina o Talmud: ”se for pedra, será dissolvida; se for ferro, será despedaçado”.“Esta é a coisa que ordenou o Eterno, dizendo: “ Tomai de vós oferenda separada para o Eterno, todo doador de coração (nealiv lev) trará a oferenda do Eterno”.” (Shemot 35:5)D-us designa como deve ser construído o Mishcan para habitar entre os Benê Israel (Filhos de Israel) após tê-los perdoado pelo pecado do bezerro de ouro e pede ao povo que traga ofertas incorruptíveis de seu coração, porém a alegria do povo foi tanta em ver a Shechiná (presença divina) voltando ao seu convívio que as ofertas surpreenderam as expectativas e tornavam-se maiores á medida em que eram ofertadas.“O povo traz muito mais do que é necessário... E o material para a obra lhes era suficiente para fazer toda a obra e ainda sobrava.” (Shemot 36: 5 e 7)Toda movimentação em torno da arrecadação de materiais e posteriormente a construção do Mishcan deveria ter por trás o verdadeiro sentido espiritual do que D-us havia ordenado, uma habitação no meio do povo. D-us queria permanecer entre eles, fazer parte do cotidiano, Seu maior prazer era morar dentro do coração do homem, não se limitando às quatro paredes de um templo físico, que tinha o seu valor e grande importância, mas era apenas sombra do projeto espiritual que D-us tinha arquitetado para o homem.“E Me farão um santuário e morarei entre eles”. (Shemot 25:8)Apesar dos limites físicos da obra, D-us desejava ir além em seu relacionamento conosco, ele ansiava por morar no interior das almas, Veshachanti Betocham: e morarei dentro deles.Com isso a pretensão divina é permitir ao homem buscar para si e refinar os atributos divinos.Segundo nossos sábios, de abençoada memória, os céus não podiam alcançar D-us, nem o Mishcan poderia fazer descer a Shechiná do trono da glória, D-us não podia ser preso, limitado ou enclausurado mas, a elevação espiritual de um tsadic (justo) construía em seu coração o verdadeiro Templo.Diariamente nós nos conectamos com o mundo físico, nos relacionamos com as pessoas e aprendemos muitas coisas. Sofremos perdas, somos atacados, às vezes feridos e muitas vezes nos decepcionamos conosco e com os outros. Não é fácil lidar com as dores e lutas normais da vida, por isso, faz-se necessário, e torna-se imensamente prazerosa a nossa conexão com o espiritual, é preciso que nos conectemos com D-us por meio da oração, da autêntica adoração e do diligente estudo da Torah para que mantenhamos o nosso templo sempre limpo, puro e santificado para Sua habitação constante.É essa ligação com o Eterno que supre a nossa alma e mantém a nossa lâmpada continuamente acesa e cheia da Sua unção. Nós despertamos , a partir desta consciência, a cura para a nossa alma e apressamos a volta do nosso Mashiach.Por crermos que o espírito impera sobre a matéria que buscamos incessantemente os reais valores espirituais ocultados e escondidos por trás de cada mitsvá e símbolo.Que o Eterno remova haSatã da nossa frente e das nossas costas e que não hajam empecilhos para alcançarmos a plenitude no Olam Habá, convivendo perpetuamente com nosso D-us.“Porque somos Seus filhos e Tu és nosso pai!”

Sarah Esther

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Compreendendo os Dizimos e Ofertas


Os Três Níveis de Contribuição
por Luciano P. Subirá


Nossa contribuição é algo tão espiritual quanto nossas orações; não há como separar os assuntos em natural e espiritual. Quando um anjo do Senhor apareceu ao centurião Cornélio, lhe disse:

"As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus". - Atos 10:4

Perceba que o anjo diz que tanto as orações como as esmolas subiram igualmente perante Deus. Isto nos leva a entender e afirmar que, assim como a oração, a contribuição também é um ato espiritual. Além disto, percebemos no texto acima o uso da expressão "memorial. Quando estamos contribuindo em algum nível, isto não fica esquecido diante de Deus. É como um lembrete de que Ele tem um compromisso conosco. As Escrituras usam com freqüência esta aplicação para manter acesa a expectativa do nosso coração de que a recompensa é certa. Observe esta afirmação em Hebreus:

"Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos". - Hebreus 6:10

As esmolas mencionadas pelo anjo que falou com Cornélio são apenas um dos níveis de contribuição, mas a Bíblia fala de outros dois níveis: os dízimos e as ofertas:

"Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas". - Malaquias 3:8

E assim como no caso da esmola, o dízimo e a oferta são apresentados como também produzindo um memorial perante o Senhor. A continuação do texto de Malaquias 3 nos mostra isto:

"Então, os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; o Senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do seu nome. Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve". - Malaquias 3:16

Quando contribuímos em qualquer um destes três níveis, estamos levantando um memorial diante de Deus. Com esta linguagem figurada, a Bíblia está declarando que o Senhor se "lembrará" de nós para nos abençoar. A contribuição é um ato espiritual seguido de bênçãos! Cada um destes níveis de contribuição reflete nossa consciência de mordomia, mas também nossa gratidão a Ele pelo que fez em nossas vidas.

Contribuir no reino de Deus não é uma opção para o cristão, e sim uma responsabilidade, um dever a ser cumprido. É óbvio que devemos fazê-lo em amor e alegria, mas embora esta deva ser a nossa atitude, isto não muda o fato de que é um dever. É como no caso de marido e mulher. A Bíblia manda que o homem ame sua esposa, e isto é um sentimento que acompanha a atitude; contudo, não deixa de ser um mandamento bíblico, e conseqüentemente, um dever.

Cada um destes três níveis de contribuição tem tanto um propósito como um destino bem distinto. É preciso saber separa-los e tratar com cada um segundo seus princípios.

ENTENDENDO O DÍZIMO

O primeiro nível de contribuição encontrado na Bíblia é o dízimo, a décima parte da renda, consagrada ao Senhor. Aparece na Bíblia como prática dos patriarcas mesmo antes de ser instituído como lei em Israel; Abraão deu o dízimo a Melquisedeque (Gn.14:20) e Jacó também fez votos de dar a Deus o dízimo de tudo o que o Senhor lhe concedesse (Gn.28:22). Portanto, o dízimo não "nasceu" como uma ordenança e sim como um ato espontâneo, que depois foi instituído como lei.

A lei de Moisés mandava separar o dízimo dos frutos e do gado:

"Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor. Se alguém, das suas dízimas, quiser resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao Senhor". - Levítico 27:30,32

O propósito dos dízimos era o de sustentar os levitas que trabalhavam em tempo integral no serviço do Senhor:

"Eu, eis que tomei vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós outros para o Senhor, para servir na tenda da congregação. Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis". - Números 18:6,24

Haviam doze tribos, e a tribo de Levi foi separada para o serviço do Senhor; como não tinham herança na terra e nem podiam dedicar-se ao trabalho secular por seu ministério, os levitas viviam do dízimo das outras onze tribos. É interessante notar que os levitas também dizimavam (Nm.18:26,27), o que nos ensina que mesmo os ministros de tempo integral devem fazê-lo também.

Hoje, a maior parte das igrejas investe a maior parte da entrada de seus dízimos em contsruções, aquisições e outras formas de investimentos igualmente importantes. Contudo, a necessidade de obreiros é enorme, e acaba faltando recursos para se ter uma equipe de trabalho maior. A prioridade de investimento de uma igreja local deve ser suprir (e bem) seus ministérios. Um dos textos que melhor esclarece o dízimo é o da profecia de Malaquias:

"Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos" - Malaquias 3:8-10

Encontramos alguns princípios importantes dentro deste texto que devem nos orientar quanto ao entendimento correto do dízimo.

Primeiramente, vemos que o dízimo é de Deus. Esta parte de nossa renda é do Senhor, e não entregá-la é roubo. Não fazemos nada mais que o dever quando o entregamos...

Em segundo lugar, vemos que o a entrega ou não do dízimo determina bênção ou maldição. Entregar o dízimo é um ato espiritual, de repercussões espirituais. Ao entregarmos, somos abençoados (Dt.14:29), mas ao retermos (o que a Bíblia chama de "roubar") somos amaldiçoados. O profeta Ageu foi contemporâneo de Malaquias e também condenou a retenção do que pertencia a Deus. Sua geração não mais praticava o dízimo e as ofertas e foi amaldiçoada por causa disto (Ag.1:6,9-11); mas quando descobriram que não havia lucro algum em roubar a Deus, eles se arrependeram e voltaram a contribuir, o que permitiu que o templo fosse reconstruído. No dia em que lançaram os fundamentos do templo, Deus mudou a maldição em benção porque obedeceram (Ag. 2:18,19).

Em terceiro lugar, encontramos o destino deste nível de contribuição: deve ser entregue na casa do tesouro. O dízimo tem destino certo. No Velho Testamento ele era levado ao templo "para que houvesse mantimento (para os levitas) na casa do Senhor. E por que no Templo? Porque este é um princípio espiritual válido em toda a Escritura, tanto no Velho como no Novo Testamento:

"Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho". - I Co. 9:11,13-14

As Escrituras ensinam que quem semeia o espiritual é quem deve colher o material. As pessoas devem entregar seus dízimos nas Igrejas onde são ministradas espiritual-mente e onde participam da ceia do Senhor (como vemos na figura de Abraão e Melquisedeque - Gn.14:18-20). Paulo também ensinou este princípio aos gálatas:

"Mas aquele que é ensinado na palavra faça participante em todas as coisas boas aquele que o ensina" - Gálatas 6:6 (TB)

Ministérios para-eclesiásticos (que fortalecem as igrejas mas não são igrejas) não devem aceitar dízimos, somente ofertas. Bato muito nesta tecla porque tenho um ministério de apoio às Igrejas (que depende de contribuições), mas sempre orientamos os irmãos a não dizimarem em nosso próprio ministério. Nós os instruímos a fazê-lo em sua própria igreja. Já tive que rejeitar altas quantias em dinheiro que queriam oferecer ao nosso ministério de ensino da Palavra porque não eram ofertas, eram dízimos!

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

Algumas pessoas afirmam que o dízimo é pertencente única e exclusivamente ao Velho Testamento e que a contribuição do Novo Testamento não tem quantia determinada. Ou seja, não está limitada aos dez por cento. Concordamos que o Novo Testamento ensine acerca da contribuição sem quantia determinada e não limitada aos dez por cento do dízimo, mas o Velho Testamento também já ensinava isto! Trata-se de uma outra forma de contribuição chamada em Malaquias 3:8 de oferta. Toda a argumentação que as pessoas contrárias ao dízimo usam são praticadas nas ofertas que damos além do dízimo.

Para quem gosta de contribuir com mais que o dízimo, é só ofertar e ir além dele! Mas me parece que as pessoas contrárias, em sua maioria, não querem ter a obrigação de reconhecer que estão aquém do que deviam fazer pelo Reino de Deus. Precisam subtrair o dízimo da sua doutrina para aplacarem sua própria consciência...

Vivemos na Nova Aliança, que é uma melhor aliança, baseada em melhores promessas e que tem a Jesus como fiador (Hb.8:6). Não consigo imaginar como passamos da Velha para a Nova Aliança (que é superior) e regredimos na contribuição. Se a Velha Aliança exigia um mínimo de dez porcento da renda como contribuição, a Nova Aliança merece menos do que isto?

De fato, todos os textos que esclarecem o dízimo são do Velho Testamento, mas o Novo os sustentou, não criando a necessidade de novas instruções. O ensino neo-testamentário deu muita ênfase às ofertas, que é um outro nível de contribuição e que necessitava de mais instrução. Mas a verdade é que o Novo Testamento também fala do dízimo. E o sustenta. Praticamente tudo o que pertencia à Velha Aliança foi ensinado por Jesus de forma diferente, mas o dízimo não. Jesus confrontou as práticas dos fariseus de seus dias em quase tudo, menos no dízimo. Este não foi suprimido, e sua prática foi encorajada pelo Senhor:

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!" - Mateus 23:23

A frase "Devíeis fazer estas coisas" significa: "Vocês devem dar o dízimo, mas isto não remove a responsabilidade de praticar outros princípios igualmente importantes".

O Senhor Jesus também disse que devemos "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mt.22:21), o que significa que assim como temos uma fatia do nosso orçamento (proporcional ao ganho) que pertence a César - que figura quem recolhe os impostos - também temos uma fatia orçamentária (proporcional ao ganho) que pertence a Deus - o nosso dízimo.

No livro de Hebreus, falando de Abraão que deu o dízimo a Melquisedeque, o escritor afirma:

"Aqui certamente recebem dízimos homens que morrem; ali, porém, recebe aquele de quem se testifica que vive". - Hebreus 7:8

Ele está deixando claro que em seus dias continuava-se a receber os dízimos. Mas quero ainda acrescentar um pensamento. Se, hipoteticamente, o dízimo não fosse de fato uma ordem neo-testamentária, existe algum ensino que o proíba? Ele seria - aos olhos de quem diz que isto não é uma exigência para hoje - uma quebra de algum novo princípio? De forma alguma! Tudo o que o Novo Testamento ensina sobre ofertas - e nós praticamos isto - se conserva intocável quando alguém tem um tipo de contribuição a mais como o dízimo. Portanto, mesmo se eu tivesse dúvidas sobre a entrega do dízimo hoje - e eu não tenho um pingo de dúvida acerca disto - não consigo entender onde isto possa ser um problema.

Em nosso estudo "O Dízimo e a Redenção" trazemos mais luz sobre como a entrega do dízimo esta entrelaçada com outras doutrinas imutáveis, que não ficaram presas aos dias do Velho Testamento. Mas por hora, sustentamos: o dízimo faz parte da Nova Aliança em que estamos vivendo hoje.

Estabelecido este princípio, muitos questionam se entrega do dízimo deve ser sobre a renda líquida ou bruta. Nos dias de hoje, com benefícios que são deduzidos do salário, temos bem distinta a renda bruta (valor do holerite) e a líquida (o que o trabalhador pega na mão). E muitos se perguntam sobre que valor devem calcular seu dízimo.

Números 18:27 diz que o dízimo dos grãos se contava depois de limpos na eira, e o dízimo da vinha depois que as uvas haviam sido espremidas no lagar. Isto fala do líquido, e digo que isto deve se aplicar a quem tem seu negócio próprio. Ninguém deve dizimar sobre o faturamento e sim sobre o lucro, sobre o ganho.

Quanto ao trabalhador assalariado, recomendamos dizimar sobre a renda bruta do holerite, uma vez que a maior parte das deduções são benefícios, e os impostos são despesas pessoais como qualquer outro gasto da casa que não deduzimos ao fazer esta conta.

No que tange à venda de imóveis, automóveis e outros bens, ensinamos que o dízimo deve ser dado sobre o lucro da negociação, e não sobre o patrimônio. Como dizia meu pai, "venda não é renda".

Aos empresários, lembramos que o dízimo é dado sobre o ganho real, não sobre o faturamento da empresa. E fazemos a a distinção dos dois tipos de ganhos: o pró-labore (sua retirada mensal) e a distribuição anual de lucros.

Quanto à renda pessoal, aconselhamos que dizimem mensalmente na ocasião da retirada do pró-labore. Quanto à distribuição anual de lucros, minha posição e conselho pessoal é de que se deveria dizimar o lucro antes dele ser reinvestido ou repartido. Não acho bom esperar o dia que a empresa poderia ser vendida (e não talvez nunca seja) para então apurar o lucro do capital reinvestido e dizimar.

AS OFERTAS

Quando Malaquias repreendeu o povo de Israel, não o fez pela retenção do dízimo apenas, mas também pela retenção das ofertas. Este é um outro nível de contribuição que precisa ser entendido e praticado dentro de seus princípios. Mesmo que dizime fielmente, o crente não pode parar aí, deve ofertar também.

Masmo antes do dízimo aparecer na revelação bíblica, as ofertas ja eram entregues ao Senhor; o livro de Gênesis mostra Caim e Abel trazendo cada um uma oferta ao Senhor. Os patriarcas também sacrificavam ao Senhor. Com o tempo e o desenvolvimento de um sistema financeiro, as ofertas começaram a ser expressas principalmente por meio do dinheiro e outros bens valiosos. Quando Jesus visita o templo, senta-se diante do gazofilácio e observa como as pessoas ofertavam. O texto enfatiza ofertas dadas em dinheiro. Hoje não vivemos mais dentro de um sistema religioso que exija sacrifícios de animais, e quase todo o nosso conceito de ofertas se relaciona ao investimento financeiro que devemos fazer.

O dízimo tem seu percentual determinado. As ofertas não; elas são algo que fazemos além do dízimo. O dízimo não é um ato voluntário, é uma obrigação. As ofertas, por sua vez, são uma expressão voluntária do coração de alguém que ama ao Senhor e sua obra.

As ofertas tem como destino o Reino de Deus. Não são somente destinadas à Igreja local, mas ao Reino de Deus em toda parte. Vão para missões, para ministérios para-eclesiásticos, para construções, para aquisição de qualquer coisa útil para propagação do evangelho. Sempre que um templo foi construído no Velho Testamento, os recursos vieram de ofertas voluntárias. Uma vez que o dízimo deveria suprir os levitas, não era usado em outra coisa. As demais necessidades materiais se supriam mediante doações voluntárias. Vemos este modelo desde a construção do Tabernáculo de Moisés:

"Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles finas, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral. E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles". - Êxodo 25:2-8

A oferta é fruto de um coração generoso, que move a pessoa a voluntariamente entregar o que não é obrigada a fazer. É uma expressão de amor. E tem um propósito diferente do dízimo. Enquanto o dízimo visa suprir a necessidade de sustento dos obreiros de tempo integral, as ofertas não tem um propósito específico; geralmente se aplicam a suprir necessidades diversas que o dízimo não supre. Está sempre relacionada com aquisições e realizações, como vimos nas ofertas para a construção do tabernáculo de Moisés.

Na preparação para a construção do templo de Salomão o mesmo princípio foi aplicado; Davi começa dando o exemplo de ofertar por amor:
"E ainda, porque amo a casa de meu Deus, o ouro e a prata particulares que tenho dou para a casa de meu Deus, afora tudo quanto preparei para o santuário: três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas; ouro para os objetos de ouro e prata para os de prata, e para toda obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?" - I Crônicas 29:3-5
Depois de dizer o que fazia por AMOR, o Rei Davi desafia o povo a seguir seu exemplo. E os líderes o seguiram dando ofertas pessoais:
"Então, os chefes das famílias, os príncipes das tribos de Israel, os capitães de mil e os de cem e até os intendentes sobre as empresas do rei voluntariamente contribuíram e deram para o serviço da Casa de Deus cinco mil talentos de ouro, dez mil daricos, dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de bronze e cem mil talentos de ferro. Os que possuíam pedras preciosas as trouxeram para o tesouro da Casa do Senhor, a cargo de Jeiel, o gersonita. O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo". - Levítico 19:10
Em relação às ofertas, não há regras que determinem o quanto e quando devem ser dadas, só o COMO deve ser feita. Mas as ofertas devem ser parte da vida do crente. Diferente do dízimo, que não é nosso, as ofertas e esmolas se quassificam em uma semeadura que terá a sua colheita, uma vez que foram dadas com dinheiro "nosso".

No capítulo acerca da lei das primícias, falamos dos que distinguem a entrega das primícias como sendo uma forma a mais de contribuição, em vez de faze-la apenas em caráter de primazia. Mesmo neste caso, entendemos que a entrega das primícias se classifica como uma oferta. Ela foi chamada assim desde a primeira vez em que foi mencionada na Bíblia (Gn.4:4). Esta é razão de não darmos às primícias um destaque especial no quadro de contribuições.

AS ESMOLAS

Enquanto o destino do dízimo é a Igreja Local e o das ofertas é o Reino de Deus, as esmolas destinam-se aos necessitados, sejam eles cristãos ou não. É uma expressão de compaixão e misericórdia para com os que estão passando necessidades. São uma forma de suprimento. O Antigo Testamento já instruía a cuidar do pobre:

"Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o Senhor, vosso Deus". - Levítico 19:10
"Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória". - Salmo 112:9
"Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício". - Provérbios 19:17
Parte dos dízimos do Velho Testamento era destinada ao sustento aos pobres:
"Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem". - Deuteronômio 14:28,29
A cada três anos, o dízimo se tornava não só o sustento do levita, como também dos pobres. Portanto, cerca de um terço dos dízimos tinham este destino no Velho Testamento. Morris Cerullo, em seu livro "Dando e Recebendo", faz o seguinte comentário:

– "Creio que dizimar siginifica, especialmente, suprir rendimento aos nossos modernos levitas e sacerdotes – e para os pobres ao nosso redor. Creio que Deus quer que usemos cerca de dois terços de nosso dízimo para capacitar alguns líderes da igreja a desempenharem seu ministério sacerdotal (pastorear e ensinar), e outros que trabalham no ministério semelhante aos levitas (administração e zeladoria). E ainda creio que Deus quer que nos asseguremos de que a outra terça parte de nossos dízimos seja usada para a provisão dos pobres de nossa comunidade".

Isto não significa que as pessoas devam decidir o destino de seus dízimos. Eles são entregues na igreja local, mas esta por sua vez, devia ter um programa ou fundo de ajuda aos necessitados. A Bíblia não está dizendo que os dízimos tenham que ser sempre repartidos, senão não haveria o terceiro nível de contribuição, que é a esmola. Mas esta aplicação do dízimo na Antiga Aliança revela um princípio importante para nós hoje: dinheiro arrecadado na Igreja não deveria servir somente à construção de prédios e aquisições de bens materiais, mas também ajudar os necessitados. Vemos que a Igreja da primeira era cristã sustentava as suas viúvas (At.6:1 e I Tm.5:3-16) e que os irmãos supriam as necessidades uns dos outros repartindo seus bens entre os que tinham necessidades:

"Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade". - Atos 2:44,45

Temos a responsabilidade de exercer misericórdia e assistência social aos necessitados. E os recursos que proporcionam isto são as esmolas ou beneficência. O capítulo 58 de Isaías trata disso enfatizando que a falta de solidariedade social pode prejudicar toda a batalha de jejum e oração.

Temos um conceito errado de que esmola é a moedinha esquecida no bolso que jogamos para o necessitado da rua, mas toda e qualquer forma de ajuda ao pobre e necessitado, é enquadrada nesta categoria de contribuição.

O Novo Testamento também sustentou o quanto isto é necessário, começando pelos cristãos que precisam de ajuda e se estendendo aos ímpios. Paulo disse que devemos fazer o bem a TODOS, e Jesus incluiu nesta categoria até os inimigos. Mas a prioridade é ajudar os da família da fé:

"Não nos desanimemos de fazer o bem; pois a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Portanto à medida que tivermos oportunidade, façamos o que é bom a todos os homens, mas especial-mente aos que pertencem à família da fé". - Gálatas 6:9,10 (TB)

Uma das principais recomendações ministeriais que o apóstolo Paulo recebeu de Tiago, Pedro e João (a quem ele chamou de as colunas da igreja em Jerusalém) envolvia este assunto:

"Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer". - Gálatas 2:10

Que tipo de lembrança é esta a que Paulo se refere? Certamente ele não está falando apenas de lembrar ou recordar a existência destes pobres, mas de se importar com eles, de procurar suprir suas necessidades. O evangelho não toca somente o espírito e a alma das pessoas; também toca o corpo com cura e o estômago com comida!

Cada um destes três níveis de contribuição tem sua importância e, juntos, nos ajudam a edificar o memorial da contribuição diante do Senhor. Certamente a nossa obediência a estes princípios não será esquecida e nem tampouco passará desapercebida diante de Deus!

Que o Senhor nos ajude a crescer em cada um deles


fonte for citada: Orvalho.com [www.orvalho.com]

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Disciplina na Igreja


Fira-me o Justo
por Luciano P. Subirá

“Fira-me o justo, será isto uma benignidade; e repreenda-me, isso será como óleo sobre a minha cabeça; não recuse a minha cabeça...” - Salmo 141:15

Deus não quer ver seu povo doente e nem sofrendo, mas há uma espécie de ferida que produz cura, e esta deve ser praticada entre os crentes em geral. Ao dizer; “fira-me o justo”, Davi não falava sobre uma ferida física, e sim emocional. Referia-se ao desconforto (e até mesmo dor) produzido pela repreensão. E, apesar de se referir a algo aparentemente ruim, ele menciona as bênçãos provenientes deste ato: “e me será por benignidade, será como óleo sobre a minha cabeça”.

Todos precisamos ser ministrados através de outras pessoas, e isto envolve não apenas ouvir palavras amáveis de encorajamento, mas também palavras firmes de repreensão e correção! Moisés foi um homem que ouvia a Deus tão claramente, que tinha revelações poderosas sobre grandes e pequenos detalhes concernentes à condução do povo de Israel... no entanto, precisou ser corrigido por seu sogro, e aprendeu dele a importância de se trabalhar com grupos de liderança (Ex.18).

Isto me fez questionar varias vezes: se Deus falava sobre tanta coisa diretamente com Moisés, porque não falou acerca disto? Na verdade falou, mas não diretamente. Deus usou Jetro para que Moisés soubesse que por maior que fosse sua intimidade com Ele, por maior que fosse sua sensibilidade de ouvir a voz divina, ainda assim ele necessitava de pessoas que pudessem corrigi-lo e instruí-lo, pois ninguém é perfeito ou completo. Todos precisamos de pessoas que possam nos ministrar.

A Bíblia diz que aquele que se isola insurge-se contra a verdadeira sabedoria (Pv. 18:1). Ninguém pode viver sozinho recusando-se a ouvir outros. Lembro-me de um culto onde Deus deu-me uma experiência inusitada e que me serviu para esclarecer bastante este princípio. No fim de um culto abençoado, o Senhor começou a se mover entre nós e eu estava muito à vontade para fluir no Espírito; recebi do Senhor algumas palavras proféticas e as comuniquei às pessoas a quem eram dirigidas. Não o fiz de púlpito, desci até cada uma delas e lhes falei algo da parte do Senhor. Quando voltei à plataforma, Deus me deu uma visão interessante com uma irmã que tinha ido à frente no apelo; eu a vi com uma trombeta de ouro em sua mão direita para tocar, mas naquele momento em que o fazia, refletindo insegurança, ela punha sua mão esquerda na frente do instrumento, reprimindo assim seu som.

Enquanto eu refletia tentando entender o significado do que Deus me mostrava, pois entendo que muitas visões são simbólicas, o Espírito falou clara no meu íntimo: “ela tem uma mensagem da minha parte, mas está insegura e com receio de falar. Vá a ela e diga que fale a minha palavra!” Prontamente fui até a ela e lhe disse o que o Senhor havia me dito. Encorajei-a a falar o que havia recebido. Ela, muito impressionada, olhou diretamente nos meus olhos e falou; “É verdade, pastor, e esta irmã ao lado é minha testemunha de que Deus me deu um a palavra e eu estava receosa, de comunicar, mas agora sei que devo faze-lo. E a palavra é para você!” Eu quase caí de costa! Ela com muito amor e carinho disse-me que seu receio se dava ao fato de ela não se ver no direito ou posição de tentar me instruir, pois eu tinha autoridade sobre a vida dela e não o contrário... mas ela me via errando em relação a uma Palavra de Deus que eu havia recebido por ocasião do meu estabelecimento no ministério, e, de fato, Deus a usou para que eu consertasse algo em minha vida!

Depois disto comecei a pensar comigo mesmo e achar até divertido o ocorrido. Deus me pegou de jeito. Eu não tinha como não ouvir aquela irmã depôs da palavra que lhe dei! Então fiquei pensando na burocracia toda da coisa. Dizia para Deus: “O Senhor não podia ter falado direto comigo sobre o assunto? Porque falar comigo que outra pessoa tinha uma mensagem, para no fim a mensagem voltar para mim mesmo?” E em meio a este questionamento, o Senhor me disse que queria me ensinar a ouvir outros, a se deixar ser corrigido quando necessário ... e jamais esqueci disto!

FERIDAS DE AMOR

A Bíblia fala mais sobre este tipo de “ferida” que o justo deve praticar em relação àqueles que ama:

“Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. Fiéis são as feridas dum amigo, mas os beijos dum inimigo são enganosos.” - Provérbios 27:5,6

Muitas pessoas agem com falsidade, preferido a dissimulação e o fingimento do que a franqueza e sinceridade da repreensão. Mas as Escritura Sagradas declaram que a repreensão aberta (fruto de amor sincero de uma pessoa franca) é melhor do que o amor encoberto (que não se manifesta por nunca ter coragem de falar a verdade).

Precisamos aprender a falar a verdade em amor. Adular não leva a lugar algum e impede o crescimento espiritual de todos.

“O que repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com língua”. - Provérbios 28:23

A verdade deve ser dita. Pessoas que amam devem corrigir e repreender seus amados. As feridas de amor (provocadas pela repreensão) são mais valiosas que os beijos da falsidade (do fingimento de quem não quer contrariar ninguém). Os apóstolos Paulo e Pedro viveram juntos um a experiência forte neste sentido (Gl. 2:11-16). Paulo repreendeu Pedro diante de todos por estar agindo de modo errado quanto ao jeito de se relacionar com os crentes gentios.

DEVER DO CRISTÃO

Repreender não é apenas dever do pastor (no púlpito ou em aconselhamentos e disciplinas). Cada cristão tem a incumbência de faze-lo. Jesus declarou: “se teu irmão pecar contra ti, repreende-o ...” (Lc.17:3).

Há momentos em que os líderes terão que se posicionar com autoridade para repreender, pois Paulo instrui a Tito: “Exorta e repreende com autoridade” (Tt. 2:15). Porém, não que dizer que esta ação deva se limitar somente aos líderes. Todo crente deve aprender a corrigir seu irmão(ã) quando este falhar.

“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente a cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que ninguém se endureça pelo engano do pecado.” - Hebreus 3:12,13

QUEM PODE REPREENDER

Quando encorajamos os irmãos a praticarem o princípio de repreensão e correção, corremos o risco de sair de um extremo e ir a outro. Embora não é qualquer um que, dentro da igreja, pode chegar e repreender alguém; é necessário ter certa maturidade para isso. Há alguns critérios bíblicos para tal, e entre eles Paulo destaca dois importantes: bondade e conhecimento.

“Eu, de minha parte, irmãos meus, estou persuadido a vosso respeito, que vós já estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento e capazes, vós mesmos, de admoestar-vos uns aos outros.” - Romanos 15:14

Uma pessoa cheia de bondade é bem diferente de uma cheia da amargura. A amarga, não corrige, briga com todo mundo! Mas repreender é algo que se faz com um coração cheio de bondade; portanto, somente um crente em tal condição é capaz de ferir o justo em seu benefício. Caso contrario, será prejuízo.

Também é necessário conhecimento bíblico, experiência de vida cristã. Uma repreensão é sempre seguida de conselho, mostra não apenas o erro em si, mas aponta a forma correta de comportamento. Não deve ser fundada meramente na opinião de alguém, mas na Palavra do Senhor.

O apóstolo Paulo deixa claro que não é qualquer um que tem a capacidade de se exercitar nesta prática, mas que os que estão cheios de bondade e conhecimento já se encontram prontos para isto.

A FORMA DE FAZE-LO

Vimos quem pode repreender a seu irmão quando este se encontra em erro, e agora quero lançar algumas bases bíblicas sobre a maneira correta de faze-lo:

Como a filhos amados: “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.” (I Co.4:14).

Em espírito de mansidão: “Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado.” (Gl.6:1).

Com sensibilidade para tratar com cada caso: “Exortamo-vos também , irmãos,, a que admoesteis os insubordinados, consoleis os desanimados, amparai os fracos e sejais longânimos para com todos.” (I Ts.5:14).

Não como inimigo, mas como irmão: “Todavia, não o considerais com inimigo, mas admoestai-o como irmão.” (II Ts. 3:15) .

NOSSA ATITUDE

A Bíblia compara o ato de repreender ao de ferir, porque é exatamente isto que ele causa em nossa alma: dor. Nossa natureza humana é egocêntrica, auto-suficiente, orgulhosa. Se não nos deixamos ser tratados por Deus, não teremos um coração ensinável. Meu propósito não é tanto o de ensinar os crentes a corrigirem uns aos outros como o é de ensina-los a aceitar a correção!

Como pastor estou constantemente tendo que exercitar a pratica da admoestação, e vejo como é difícil (mesmo quando alguém reconhece seu erro) uma pessoa “engolir” aquele momento. Olho para minha própria vida e para os momentos em que eu mesmo tenho sido repreendido, e reconheço: não é fácil. Nosso íntimo reage. Mas precisamos apreender a ter um espírito ensinável, um coração que se sujeita à ministração de Deus através dos irmãos:

“Sujeitando-vos uns ao outros no temos do Senhor.” - Efésios 5:21

É de suma importância que nos conscientizemos do papel da correção e repreensão dentro da casa do Senhor. O livro de Provérbios nos dá vários conselhos acerca da forma errada e correta de vermos a repreensão:

O que abandona a correção erra (Pv. 10:17).
O que odeia a repreensão é estúpido (Pv. 12:1).
O prudente é ensinável , pois se abre para a correção (Pv. 17:10).
O que atenta para a repreensão, lucra com isso! (Pv 25:12).

CONCLUINDO

Precisamos apreender a ouvir a repreensão. Por mais desconfortável que seja no momento em que recebemos, devemos lembrar que depois ela produzirá cura e restauração:

“Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porem de tristeza; mas depois produz fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados.” - Hebreus 12:11

Precisamos aprender a repreender nossos irmãos quando estão em erro. Tenho conhecido tantas pessoas que assistiram verdadeiros desastres na vida de outros que lhes eram queridos, mas não quiseram falar nada para não de indisporem, para não comprometerem o relacionamento!

O problema não é falar a verdade, e sim a forma como o fazemos. Se falamos a verdade em amor, seremos melhor recebidos. Se o fizermos num espírito altivo, haverá problemas. Mas ainda assim, a repreensão será uma ferida. Trará tristeza momentânea. Porém, a cura que dela brotará estará continuamente dizendo: valeu a pena!

Precisamos aprender a ser corrigidos. Creio que devemos orar ao Senhor e pedir-lhe um coração ensinável. E por outro lado, além de aprendermos a ser corrigidos, devemos aprender a corrigir. Não podemos assistir o erro e permanecer quietos.

Devemos, por amor ao Corpo de Cristo e obediência à Palavra, corrigir. Confrontos são inevitáveis em qualquer tipo de relacionamento, e na igreja não será diferente. Paulo confrontou Pedro, Barnabé e outros em público, e haverá momentos em que nós teremos que fazer algo semelhante. Portanto, penso que devemos nos preparar em oração para isto também.

E depois de aprendemos a ser corrigidos, penso que devemos ensinar nossos filhos, discípulos e liderados a fazerem o mesmo... Que o Senhor nos ajude!

Fonte: Orvalho.com [www.orvalho.com]

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A VERDADE QUE LIBERTA


Texto básico: João 8:32
“ ... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. ”


Introdução:
A verdade mais evidente em todas as páginas da bíblia é a urgência que Deus tem em tornar conhecida a Sua Verdade a todos os homens. É essa verdade que liberta! Essa verdade quebra cadeias e prisões! Essa verdade muda paradigmas e padrões de comportamento!
Muitas pessoas acham que a verdade de Deus diz respeito apenas ao aspecto salvifico do homem, ou seja, a sua salvação. A verdade de Deus é absoluta e plena; atinge corpo, alma e espírito:

Na vida espiritual: Dt 7:25 (As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçaras, nem os tomará para ti, para que te não enlaces neles; pois é abominação ao Senhor teu Deus.) ; Êx 20:4 ( Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança alguma do que há encima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.); Lv 26:1 (Não fareis para vos outros ídolos, nem vos levantareis imagens de escultura e nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela: porque Eu sou o Senhor vosso Deus.)

Na vida moral: 1ª Co 6:18 (Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que a pessoa cometer, é fora do corpo, mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo); 1ª Ts 4:3 ( Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição); 2ª Co 12:21 ( Não podem os olhos dizer as mão: não precisamos de ti; nem ainda a cabeça aos pés: não,preciso de vós.)
Porneia = imoralidade, lascívia, prostituição; relações sexuais ilícitas.

Na vida emocional: 1ª Pd 1:22 (Tendo purificado as vossas almas, pela vossa obediência á verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos de coração uns aos outros ardentemente); Pv 4:23; Sl 133; 3ª Jo 1:2

Na vida social: Rm 12:10 (Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.); Cl 3:13; Lc 6:37

Na vida sentimental: 1ª Ts 4:6 (...ninguém ofenda nem defraude a seu irmão porque o Senhor contra todas essas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é vingador.) Sl 37:5; Gn 24

Na vida profissional: Êx 28:3 (Falarás também a todos os homens hábeis, a quem enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo; para que ministre o oficio sacerdotal.); 1ª Sm 2:3; Êx 36:2 ( Moisés chamou a Bezalel e a Aoliabe, e a todo homem hábil, em cujo coração,o Senhor havia posto sabedoria, isto é, a todo homem cujo o coração o impeliu a se chegar a obra para fazê-la.)

A primeira postura do Senhor Jesus em relação àqueles que haviam acabado de crer Nele, foi de consolidá-los na verdade.
Jesus nos ensina a consolidar uma nova vida apresentando três pilares, sobre os quais, devemos edificar.
1. O primeiro pilar é permanecer em Sua palavra. Amados, muitos têm crido no Senhor nesses últimos meses. Mas o segredo não está em ganhar, e sim no consolidar. "Eu vos designei para que vades e deis fruto; e que o vosso fruto permaneça".

2. O segundo pilar é a disposição em assumir a condição de discípulo. O discípulo não faz aquilo que quer; o discípulo é tratável e flexível; é ensinável; é submisso; o discípulo é transparente; é esperançoso e santo. Ele não se contamina com o mundo e suas concupiscências.

3. Porém, quero pensar com você acerca do terceiro pilar apresentado pelo Senhor: todos nós precisamos de libertação. Os escribas e fariseus, ou seja, os religiosos da época não compreenderam a afirmação do Senhor. Talvez, você e eu também nos sintamos desconfortáveis com tal afirmação. Porém, a verdade é que precisamos de libertação.

Existem duas considerações que me deixaram perplexo quando me detive no estudo deste texto. A primeira diz respeito à raiz da palavra verdade e da palavra libertação. Ambas, possuem a mesma raiz.
Outra, diz respeito ao tempo verbal que é futuro. Isso é suficiente para me convencer de que só poderá existir verdadeira libertação quando houver, antes de mais nada, o conhecimento da verdade.
Pode parecer óbvio mas o que muda, na prática, é o fato de que para que haja uma verdadeira libertação não precisa, necessariamente, de haver manifestação de um determinado demônio. A verdadeira libertação ocorre no nosso entendimento acerca da verdade absoluta de Deus. É a diferença entre informação e revelação, que tanto temos falado.

Sendo assim, a verdade que liberta precisa passar, por três caminhos. O primeiro caminho é o caminho do confronto. Quando estudamos os vs 3 a 11 do mesmo capítulo de João ( A mulher apanhada em adultério ) podemos perceber com muita clareza, o confronto que houve. Não vamos nos deter em alguns detalhes que foram omitidos pelos religiosos da época, como, por exemplo: Porque o homem apanhado em adultério também não foi levado até Jesus? Era o que a Lei exigia.
- Todo confronto precisa de um referencial de julgamento justo e faz-se necessário estabelecermos desde já, a palavra de Deus como nossa única regra de fé e prática. Ela é verdadeira e absoluta. Ela é a verdade que liberta!
Um segundo caminho é o caminho da consciência. Poderíamos definir consciência como um tribunal que tem a capacidade de julgar todos os processos que lhe são submetidos. Considerando ainda alguns riscos que nossa consciência corre. Primeiramente, de ser contaminada pelos valores e padrões estabelecidos pelo mundo: valores morais, sociais e espirituais - Tito 1:15( Todas as coisas são puras para os puros,; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque, tanto a mente como a consciência deles estão contaminadas). Também porque nossa consciência pode ser cauterizada - 1ª Timóteo 4:1 e 2. Cauterizada pelo pecadoe pela profanação daquilo que é sagrado.
Um terceiro caminho é o caminho da atitude, da mudança de comportamento. A palavra de Jesus para aquela mulher foi: "Vai e não peques mais". Se você e eu queremos verdadeiramente ser livres, precisamos assumir o compromisso de irmos e fecharmos todas as brechas que têm sido legalidades para que os demônios nos oprimam. Você consegue perceber que o nível do meu entendimento e de minha postura em relação à verdade de Deus irá determinar o nível de libertação que experimentarei em minha caminhada cristã?
Na maioria dos casos, não se trata de expulsar o "Preto Velho". Trata-se sim, de tratar a natureza velha que por vezes se levanta para nos envergonhar. Fala de tratarmos o caráter que se nega acintosamente a ser tratado. O "Preto Velho" sai e daqui a 2 horas ele volta porque eu insisto em colocar na boca mais um cigarro. A "Pomba-Gira" sai e daqui a 2 horas ela volta porque eu insisto em acessar um site impróprio; ou um programa de televisão indecente; ou ainda, em vestir aquelaroupa sensual. A amargura sai, mas ela volta porque eu insisto em não perdoar; a miséria sai, mas de repente volta porque eu não sou fiel a Deus nos dízimos e nas ofertas.

Conclusão
O problema maior não são os demônios. O problema maior é o meu caráter que precisa ser tratado. A Bíblia diz que mais poderoso é aquele que se domina do que aquele que conquista cidades.
"Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres ". Deus está levantando um povo livre para libertar esta cidade de todas as amarras que lhe foram impostas. Que tal fazer parte deste povo? E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
MAYS-adaptado
Pr Genes Batista

terça-feira, 24 de junho de 2008

A Visão nos leva a ter a alma livre

A Visão nos leva a ter a alma livre

Introdução: Como discípulos do Senhor Jesus, precisamos saber qual o nosso objetivo: ganhar almas, dar frutos, conquistar nossa família, cidade, nação. Porém, ninguém alcança nada disso se não passar antes por mudanças pessoais extremamente profundas, tais como:

1. Conquista interior. A Bíblia diz: "Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, assim como é próspera a tua alma" (3 João 2). Percebemos que a primeira maior conquista que um homem pode ter é a conquista interior. Todas as outras são provenientes desta, porque acontece dentro de cada um.
Quando estamos bem resolvidos interiormente, não importa o conceito que o mundo tem de nós, mas o que temos dentro, o conceito formado no nosso interior. O que é mais tremendo nessa visão é que ela oferece cura e libertação tanto para quem ministra, como para quem ouve.
2. Conquista exterior. Já sabemos que ninguém conquista algo fora se não conquistou primeiro dentro; isso é uma regra espiritual. Ninguém conquista um segundo território sem antes ter conquistado o primeiro, porque senão poderá não ter nem um e nem outro.

3. Conquista dos nossos sonhos Conquistamos nossos sonhos se a nossa alma estiver livre para fazermos exatamente o que deve ser feito. Não se conquista nenhum território sem antes ter conquistado a si mesmo. Há pessoas que não conseguem conquistar e nem dominar o seu próprio comportamento, são subjugadas por um comportamento mau. A Bíblia chama a isso de falta de domínio próprio. Pessoas que não têm governo de si mesmas, como querem dominar?
O maior problema das lideranças é que muitos líderes querem dar direção para os outros e não a têm para si mesmos, querem que os outros sejam aquilo que não são, que façam as coisas que eles próprios não fazem. É a nossa alma! A psicologia chama a isso de projeção. Muitos pais querem que os filhos sejam doutores e muitos deles até se tornam bons doutores e entregam esses diplomas para os pais; esses filhos, porém, nunca foram aquilo que eles mesmos gostariam de ser e sim aquilo que seus pais quiseram; e isso lhes feriu a alma. Nada é mais terrível na vida de uma pessoa do que envelhecer no lugar errado.

Deus vai nos entregar a conquista de tudo o que sonhamos, porém a conquista pessoal e interior de cada um virá em primeiro lugar. O governo e o domínio do Senhor virão e serão estabelecidos em nós. Uma das profecias sobre Jesus foi: "E o governo estará sobre os seus ombros" (Is. 9:6). Deus está estabelecendo sobre os ombros da Igreja o governo d’Ele! Daí a necessidade de compreendermos o conceito de governo, sabendo quem somos, qual o projeto de Deus para nossa vida. Vamos conquistar, porque o governo do Senhor está sobre nós e seremos violentos contra o reino das trevas.

Mudança de atitude Hoje temos que reavaliar as nossas atitudes, afinal estamos mudando não apenas a história de nossas vidas, mas também a história desta nação. Precisamos agir com integridade e dignidade e tratar nossas debilidades e falhas. Cuidado! Você pode estar apenas acomodado; esteja sempre agradecido, mas nunca satisfeito. A satisfação de um homem que tem visão é temporária. O visionário fica satisfeito por etapas e por um tempo, porque quando está se cumprindo o seu projeto, ele já tem um outro grande desafio e o Senhor honrará tanto o primeiro como os próximos que virão.
Precisamos ter mudança de atitude. E isso implica em receber alma nova. Fale bem de você mesmo! Quando lhe disserem: irmão você é uma bênção, diga: sou mesmo, o mérito não é meu, é do Senhor, mas eu sou mesmo uma bênção! Mude o conceito de quem você é! Ao acordar amanhã, declare a bênção sobre a sua família a bênção sobre eles e sobre a sua casa, ainda que eles não lhe entendam. Diga: Esta casa se encherá da glória de Deus.
Quando começamos a fazer declarações bíblicas, até aqueles que estão acostumados se assustam. Mudar o conceito sobre você mesmo já é uma grande bênção dada pelo Senhor. Creia que você é a pessoa chave para mudar as circunstâncias. Diga a si mesmo: eu sou um transformador de circunstâncias. Você foi chamado para mudar as circunstâncias e não para se amoldar a elas! Mude!
Mude o conceito que você tem sobre si mesmo! Diga: eu sou forte, eu sou rico, eu sou um projeto de Deus e eu rompo com todas as cadeias da alma. Deus disse: Gideão! E, Gideão perguntou: quem és tu? Deus lhe respondeu: eu sou o Senhor e quero falar contigo. Tu vais lutar contra este povo. Eu não posso, respondeu Gideão. Mas, eu posso, disse o Senhor. Meu pai é pobre, mas você é rico. Eu não tenho genealogia profética na minha história, mas você é profeta. Eu não sei como lutar, eu lutarei por ti. Deus é assim. Ele sempre muda o passado (Juízes 6).

Pela história de Saul, vemos que a dificuldade que ele teve em receber elogios foi devido ao conceito que ele tinha de si mesmo. Saul estava escondido enquanto o povo o estava ovacionando não porque Saul fosse muito humilde e sim porque ele não tinha um bom conceito de si mesmo. Ele não conhecia o potencial que estava dentro dele! Não sabia quem ele era! Hoje Deus quer que você mude o conceito que você tem de si mesmo. Se você mudar o conceito que você tem de si mesmo e disser que você é uma bênção e sustentar isso Deus vai lhe dar todas as condições para você vencer os limites da sua alma.
Precisamos vencer os limites da alma! Há pessoas andando nessa visão há tanto tempo e a alma continua desacordada. Hoje Deus vai lhe renovar. Cada dia será melhor que o outro, pois é de degrau em degrau, de glória em glória e todos se alegrarão em ter um líder cheio do poder do Espírito Santo de Deus.

Conclusão: Meu irmão, você é uma novidade. Quem fará essa novidade? Meu Deus, segundo as Suas riquezas em glória. É o milagre que vem de uma alma restaurada sem limites e sem fronteiras. Se quisermos alcançar nossas conquistas pessoais, a alma precisa estar mudada. É preciso mudar a alma, os conceitos e os pensamentos, romper as cadeias, ser curado do medo e da covardia. Renuncie a tudo aquilo que o inimigo quis lhe impor para lhe prender e assuma sua nova identidade de líder livre.

Fonte: monte sião

terça-feira, 10 de junho de 2008

Preservando a Visão

Texto: “... Subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos. E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra no qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se ao céu.” (Atos 10:9-16)

Verdade Central: Ao recebermos uma visão da parte de Deus podemos ser preconceituosos ou recebê-la no espírito, como é a vontade do Senhor que a recebamos. Porém, a escolha é sempre nossa. E a partir de nossa escolha teremos ou não êxito na visão.

Introdução: Ensinamos em nossa Nação e nas nações da Terra que a Visão Celular é como água. É fácil beber água, mas alguns se engasgam. A Visão é simples se você não sair dos princípios, mas torna-se complicada se você quiser apenas os métodos.

Quando nos interessamos apenas pelo método, pegamos adaptações. Quando pegamos a unção, recebemos a adoção. A Visão não é adaptada, ela é adotada. Todos que pegaram apenas o método, adaptaram; todos que pegaram a unção, adotaram.

A Visão é gerada. Quando você gera a Visão, há um resultado estupefato em sua vida e ministério. Se a Visão for gerada, você se responsabiliza. Se a Visão for arranjada, você desiste. Não abrimos mão daquilo que foi gerado. Por isso você não deve somente entrar na Visão, mas a Visão tem que entrar em você. Há uma diferença fundamental nisso. Aqueles que entram na Visão, entram no método. Aqueles nos quais a Visão entra, entram na unção.

Se a Visão Celular entrar em você, você não terá dificuldade de cumprir todo o processo, porque estará na unção. O método será apenas o encaminhamento, porém o fundamental você já terá: a unção.

Em Atos 10, vemos um homem que tinha tudo para fazer prosperar uma visão, mas não fez, porque foi preconceituoso. Colocou barreiras e fronteiras para não entender a qualidade e a proporção da visão. Deus deu a visão a Pedro, mas ele deixou que Simão respondesse. Precisamos compreender quem é Pedro e quem é Simão.

O nome Simão significa inconstante, trôpego, infiel, vacilante. A visão veio para Pedro. Pedro significa rocha, firme, constante. Deus não libera uma visão para um Simão, para um inconstante. Deus libera a visão para um Pedro, para o homem firme como a rocha.
Se entregarmos a Visão nas mãos de um homem como Simão, no seu vacilar ele poderá gerar muitos danos. Porém, se a Visão estiver na mão de um Pedro, ela não ficará trôpega, mas firme.

Devemos orar para que todas as características de Simão que ainda temos na nossa vida, sejam anuladas em nome de Jesus e que o Senhor nos conceda a característica de rocha, as características de Pedro.

Quando Pedro recebeu a visão ele passou por três processos:

1. Estava orando

“E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta.” (Atos 10:9).

Deus não entrega a visão a um distraído, mas a um homem de oração. Pedro estava orando no terraço à hora sexta, ou seja, ao meio-dia. Deus sempre há de procurar alguém que esteja disposto a orar.

O êxito e o respaldo da Visão estão na oração. A oração é a chave que move o braço dAquele que rege o Universo. Ninguém terá êxito nesta Visão se não orar e se não buscar a Deus.

Como era meio-dia, certamente Pedro estava com fome. Então, a oração dele foi regada com jejum. Uma das coisas que traz êxito à Visão é o orar e o jejuar. Proclame oração e jejum de 40 dias, para que a Visão corra mais veloz que a corça. Habitue seus discípulos a jejuar com propósito.

Se nós orarmos, limparemos os céus onde estamos congregados. A única arma poderosa para se limpar os céus é a intercessão. Quando você começa a interceder, os céus da sua casa, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade e da sua Nação mudam. Isto porque quando oramos, estamos exercendo um ato profético que publica que o Reino de Deus chegou.

Através da oração, trazemos tudo o que o Senhor tem como revelação para aquela área, porque cada lugar é regido por um principado diferente. Essas intercessões são para quebrar a atuação de principados.

Quando Deus começou a trabalhar a visão no coração de Pedro, ele estava em oração e jejum. Para que seu ministério alcance êxito, você tem que orar e jejuar. Proclame oração e jejum.

O intercessor sustenta a Visão. No livro do Profeta Ezequiel, vemos que Deus procurou um homem para estar na brecha, intercedendo pelo povo, mas não achou. Ele procurou um só, porque se ao menos tivesse achado um, não viria a destruição. Deus precisa apenas de um homem para entregar a cidade em suas mãos.

A oração e o jejum preparam toda a área e os céus para manifestarem a glória de Deus. A oração prende a atuação do diabo. Recebemos a Visão quando o povo está disposto a orar e jejuar.

2. Teve fome

Para a Visão funcionar, precisamos ter fome. Toda verdade é paralela. Tudo que existe no reino físico, natural, tem base ou origem no reino espiritual, sobrenatural. A fome de Pedro era tanto física quanto espiritual.

Deus não entrega a visão a alguém que não esteja sedento, faminto. O Espírito Santo estimula a fome e sede por esta Visão. Precisamos estar estimulados para termos alegria e graça em fazer as coisas. Foi num momento de fome que Pedro entrou num estado de êxtase.

3. Entrou em êxtase

O êxtase é uma ligação do seu espírito com o Espírito de Deus. Só depois desta experiência é que os céus se descortinaram diante dos olhos de Pedro, e Deus lhe mostrou a visão.
A palavra êxtase pode ser encontrada significando “Proskneu”, ou seja: adoração. Deus vai entregar a Visão a adoradores. Podemos encontrar muitos que louvam, mas Deus procura os verdadeiros adoradores que têm acesso direto à presença do Rei.
O que podemos fazer para eliminar a atuação do diabo em qualquer lugar no nosso ministério, gabinete, nas áreas onde estamos, além de ministrar a unção, é entrar em adoração.

Fonte: MIR

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Para quem você trabalha?


TEXTOS: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (I co 15:58) “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12:16-20)


VERDADE CENTRAL: Todo trabalho tem uma recompensa. Se trabalhamos para Deus, seremos recompensados por Ele. Se trabalhamos para nossa alma, seremos chamados de loucos.


INTRODUÇÃO: Precisamos tomar cuidado com o tipo de trabalho no qual estamos envolvendo-nos, para não sermos comparados ao homem louco. Como filhos de Deus, devemos saber para quem trabalhamos e qual tem sido a recompensa do nosso trabalho. Não devemos trabalhar na obra do Senhor de qualquer jeito, de forma relaxada. Existe o trabalho no espírito e o trabalho na alma. Existe o trabalho feito na força do braço e existe o trabalho na força do Senhor. O trabalho no espírito não dói, mas o trabalho da alma dói e quer a recompensa de alma.


A alma quer a recompensa da alma, o salário da alma, o retorno da alma e a alegria da alma. O espírito quer a alegria que o espírito pode gozar se regozijando no Senhor. O homem louco só pensava em seus prazeres, em satisfazer os desejos da sua alma. Sabemos que o dia foi feito para o trabalho e a noite para o descanso. E no período que seria para a alma daquele homem entrar em descanso, ele teria a alma reivindicada. “...esta noite pedirão a tua alma...” Noite, nesse texto, representa trevas. Esse homem tinha uma alma que se envolveu com as trevas, envolveu-se com situações incorretas.


A recompensa do trabalho na alma: A recompensa para os que trabalham para Deus, para o Reino e para o Trono é diferente da recompensa do trabalho da alma, da força do braço. O trabalho realizado pela alma busca regalias, busca o seu próprio interesse. Como filhos de Deus, é necessário que estejamos atentos para o trabalho que estamos desenvolvendo. Será que podemos, como filhos de Deus, ter um tipo de trabalho envolvido com as trevas? Sim, quando deixamos que a alma se envolva muito mais que o espírito. Podemos, muitas vezes, trabalhar debaixo de uma recompensa errada. Por exemplo: quantos líderes trabalhariam com mais agilidade se ouvissem que até o final do ano, conseguindo 200 células, ganhariam um carro zero? Esse é um trabalho que busca recompensa para a alma, com a motivação errada. Trabalham por um estímulo errado, pelo estímulo que a alma requer, são escravos da alma. O trabalho da alma leva para as trevas e o trabalho do espírito leva à luz. As pessoas que trabalham pela alma não descansam, não têm paz, não têm alegria. Observe como o homem pensou que usufruiria o trabalho que havia realizado durante anos, mas não foi o que aconteceu. Houve uma reivindicação da sua alma. Cuidado com o trabalho do homem louco! Precisamos realizar um trabalho de forma sábia, ter uma motivação que nos dê uma alegria diferenciada: a alegria dos filhos de Deus.

No ministério, quem trabalha pela motivação errada, frustra-se e não alcança êxito. Há pessoas que colocam apenas a alma no que estão fazendo e trabalham apenas pelos estímulos da alma.


A recompensa do trabalho no espírito: Em Deus não há trevas e como Seus filhos não devemos trabalhar pelo salário errado, o salário da alma, pois somente o trabalho do espírito nos leva à luz. As pessoas que trabalham pela alma não têm alegria, não há gozo em suas vidas, porque há uma reivindicação do trabalho, ou seja, estão investindo as suas forças de forma equivocada. O trabalho do espírito nos leva à luz, ao entendimento aberto. O trabalho no espírito traz salvação, alegria, amor, o fruto do espírito.A concentração das forças, do trabalho de um líder de Deus deve ser somente para Deus. Seu prazer está em servi-lO com alegria. Tudo o que Deus espera de nós é que reconheçamos que Ele é o nosso dono, que trabalhamos para Ele. Portanto, todos os que trabalham para Deus têm direito a um salário. O primeiro salário que recebemos da parte de Deus é a salvação. Passamos a trabalhar para Ele, porque Ele nos salvou. Jesus nos salvou pagando um alto preço e, com a salvação, Ele nos dá alegria, paz, amor, prosperidade e tantas outras bênçãos. O Fruto do Espírito é o pagamento do nosso trabalho.


Bíblia, nossa ferramenta de trabalho: Deus nos vocaciona para o trabalho ao qual somos chamados. Temos uma vocação da parte de Deus. Mas seria muito triste se Deus nos chamasse para trabalhar e não nos oferecesse as ferramentas. Deus oferece, para cada tipo de trabalho, uma ferramenta específica. O advogado trabalha com as leis. O professor trabalha com livros que lhe dão entendimento para a educação. O engenheiro químico trabalha com fórmulas. O Pastor, o discipulador, o líder de célula trabalha com a Bíblia. E, muitas vezes, o Pastor e os líderes não utilizam muito a sua ferramenta de trabalho. Usam muito o discurso, o poder da eloqüência, o carisma natural, e depois não sabem porque não alcançam o êxito esperado. O líder precisa entender que conhecer a Bíblia trará crescimento espiritual para a sua vida e para a vida de seus discípulos. A Palavra é a sua maior ferramenta de trabalho. Líder, você não pode negligenciá-la. Você precisa conhecer a sua ferramenta de trabalho.


Fazendo tudo para a glória de Deus: Para tudo há uma recompensa mediante o investimento das nossas forças. Portanto, não devemos perder tempo com projetos fúteis, que não trazem resultados. Nosso trabalho e nossas forças precisam estar concentrados em Deus, precisamos ser guiados por Ele. Não devemos fazer o trabalho do louco. Todo o seu trabalho deve ter o peso da glória de Deus, pois toda pessoa sábia trabalha por resultados, sabendo para quem trabalha e trabalha de forma organizada. “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens...” (Cl 3:23). Faça tudo para a glória de Deus. “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente” (Rm 11:36). Trabalhe na certeza de que, quando o trabalho é realizado para Deus, ele não é vão, virá a recompensa dos céus.
Fonte / Autor: MIR